2 de abril de 2013


Terceiro suspeito de estupro e roubo em van no RJ é preso

Preso em Itaboraí, segurança confessou o crime, segundo a polícia.
Delegada da Deam foi exonerada nesta segunda por Martha Rocha.

'Baby', ao centro, entre Jonathan e Wallace, na delegacia (Foto: Lívia Torres/G1)

oi preso, na noite desta segunda-feira (1º), o terceiro suspeito de estuprar e roubar uma estrangeira de 21 anos, e de roubar e espancar o namorado dela, de 23, na madrugada de sábado (30). O segurança Carlos Armando Costa dos Santos, 21 anos, conhecido como "Baby", foi detido em frente ao condomínio Village São Francisco, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio, e confessou o crime no caminho para a Delegacia de Atendimento ao Turista (Deat), onde chegou por volta das 21h10.
Wallace Aparecido Souza Silva, de 22 anos, e Jonathan Foudakis de Souza, de 20, outros suspeitos de participação no crime, haviam sido presos no sábado, e teriam dito à polícia o nome do terceiro envolvido. Ele foi preso quando chegava em casa e não reagiu.
"Desde a prisão dos outros integrantes a gente já estava na cola dele [Carlos]. O mandado de prisão saiu às 19h. Às 19h30, ele estava preso. Eles são muito frios, em nenhum momento eles demonstram arrependimento. O que mais impressiona é a riqueza de detalhes com que eles descrevem o que fizeram", disse o delegado assistente Rodrigo Brant.
Os três serão indiciados por estupro e roubo qualificado, cujas penas somadas podem chegar a 25 anos de prisão. De acordo com a polícia, eles serão levados para Bangu 2, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste, na tarde desta terça-feira (2).
Crime na van
Segundo a polícia, o casal pegou uma van em Copacabana, na Zona Sul, para ir à Lapa, no Centro, por volta da 0h de sábado. Outros passageiros entraram, mas foram obrigados a descer em Botafogo. A partir daí, os três, segundo depoimentos, teriam prendido o estrangeiro com uma algema, bateram nele com uma barra de ferro, e começaram a abusar sexualmente da namorada dele. O crime durou seis horas, ainda de acordo com a polícia, e a van rodou por Rio, Niterói,Itaboraí e São Gonçalo, parando em postos de gasolina, onde utilizaram os cartões de crédito das vítimas, e em um banco, para sacar dinheiro.
Após a divulgação da prisão dos dois primeiros suspeitos na imprensa, outras vítimas do grupo procuraram várias delegacias, segundo o delegado da Deat, Alexandre Braga. Até a última atualização desta reportagem, ainda não havia o número exato de registros. Uma outra mulher, brasileira, de 21 anos, disse também ter sido estuprada.
Delegada é afastada
Ela já havia registrado queixa na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam), no dia 23 de março e, nesta segunda, a chefe de Polícia Civil, delegada Martha Rocha, que conversou com a vítima pessoalmente, decidiu exonerar do cargo a delegada Marta Dominguez, titular da Deam de Niterói, "por entender que não foram adotadas as medidas necessárias de investigação".
Também foi exonerada do cargo a diretora do Posto Regional de Polícia Técnico Científica (PRPTC) de São Gonçalo, a perita Martha Pereira, uma vez que ficou constatada a demora no atendimento à vítima, no Instituto Médico Legal (IML) do município. "A delegada Martha Rocha pede desculpas pela prestação de serviços e lamenta que a gestão dos dois órgãos envolvidos estivessem sob a responsabilidade de mulheres, justamente as que deveriam ser mais sensíveis em episódios como este. A chefe de Polícia determinou ainda que a Corregedoria Interna da Polícia Civil analise os procedimentos realizados", diz a nota enviada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil.
Estrangeiro reconheceu suspeitos em juízo
O estrangeiro agredido, de 23 anos, teve hemorragia no olho e fratura da face. Por volta das 19h desta segunda, ele reconheceu no Tribunal de Justiça, no Centro do Rio, os dois suspeitos presos através de um vidro, sem que tivesse contato direto. Como a mulher, de 21 anos, que sofreu fratura no nariz, já deixou o país, a ideia do juiz era produzir prova antecipada, para o caso de o rapaz também sair do Brasil. Segundo a polícia, os dois são estudantes de intercâmbio de uma faculdade na Zona Sul da cidade.
“Conversamos com a promotora e o juiz concordou que fosse feita produção antecipada de prova. A vítima, que está no Brasil, vai ser ouvida em juízo e fazer o reconhecimento para que a prova seja mais contundente e forte. Para ele não voltar ao Brasil se não desejar”, explicou o delegado Alexandre Braga.
'Festa do mal'
Para o delegado, os suspeitos presos não demonstraram estar arrependidos. “Jonathanconfessou o estupro. Wallace imputou aos demais a conduta. Ambos negaram terem estuprado a brasileira. Ninguém demonstrou arrependimento verdadeiro. A intenção do grupo era satisfazer a luxúria. Compraram inclusive com o cartão de uma das vítimas energético e bebidas alcoólicas porque possivelmente queriam fazer ‘festa do mal’", explicou o delegado.
Mais seis vítimas de roubo
Nesta segunda, mais seis pessoas procuraram delegacias para registrar queixa de roubo. Em todos os casos, a dinâmica é semelhante: as vítimas entram na van em Copacabana, na Zona Sul, e são assaltadas ou abusadas dentro do veículo.
Wallace, de camisa azul, e Jonathan foram presos na noite deste sábado (Foto: Lívia Torres/G1)Wallace, à esquerda, e Jonathan foram presos na
noite de sábado (Foto: Lívia Torres/G1)
Um senhor que não quis se identificar prestou depoimento no início da noite desta segunda na Deat. Ele foi a quinta pessoa a reconhecer a dupla. Motorista de van, ele teve todos os passageiros roubados numa madrugada de fevereiro. O novo depoente reconheceu a dupla, que teria agido com um jovem "de aproximadamente 17 anos", graças às imagens da TV e à van utilizada no caso mais recente, que teria feito a cobertura da ação em que ele ficou refém.
"Eles assaltaram todos os meus passageiros e mandaram as pessoas descerem no [aeroporto] Santos Dumont. Esse branquinho [Jonathan] ficou apontando a arma para a minha cabeça. Isso é uma quadrilha perigosa", disse.
Um espanhol, identificado apenas como Álvaro, também esteve na Deat e afirmou ter sido assaltado pelo trio. O estrangeiro, que reconheceu Wallace, contou que entrou na van, na Lapa, e foi rendido pelos criminosos no Flamengo, na Zona Sul, tendo seus pertences roubados.
Outro assaltado, um professor de 32 anos, contou que no dia 3 de março pegou a van no bairro para seguir para a Lapa, assim como o casal de estrangeiros. O veículo transportava ao menos 15 pessoas e, na altura do Aterro do Flamengo, Wallace, segundo a vítima, mostrou uma arma e anunciou o assalto, roubou os pertences dos passageiros e os abandonou no Aterro, entre o Museu de Arte Moderna e o Santos Dumont. Segundo policiais, o professor também reconheceu os suspeitos pelas reportagens na TV e depôs nesta segunda na delegacia.
A Deat investigam se os suspeitos alugam a van para a prática de crimes no Rio há cerca de um ano. Está descartada a participação do dono da van utilizada no sábado, que foi alugada pelos suspeitos, no crime. O veículo tem autorização para fazer o trajeto São Gonçalo-Niterói. O delegado que vai abrir um novo inquérito para apurar os casos de roubo.
Imagens
Foram divulgadas imagens dos suspeitos abastecendo o veículo em um posto de gasolina de São Gonçalo, na madrugada de sábado. De acordo com policiais, a turista e o namorado estavam sob poder dos criminosos no momento que as imagens foram gravadas, como mostrou oFantástico deste domingo (veja no vídeo ao lado).

O namorado da vítima foi algemado, espancado com uma barra de ferro e roubado, assim como a mulher. Os dois foram liberados pelos criminosos em Itaboraí, após passarem cerca de seis horas em poder dos bandidos, da 0h às 6h. A identidade das vítimas não foi divulgada pela polícia.
“Eles se revezavam no motorista, na condução do veículo enquanto os outros dois atrás praticavam o crime de estupro e a violência contra o namorado da vítima com o veículo em movimento”, conta o delegado assistente da Delegacia Especial de Apoio ao Turista (Deat), Rodrigo Brant.
O delegado disse não ter dúvidas quanto a participação dos três suspeitos nos casos de violência sexual contra a brasileira e os estrangeiros. Segundo Braga, eles vão responder pelos crimes de estupro, roubo com três causas de aumento de pena — utilização de arma (eles usaram uma barra de ferro para espancar o rapaz), concurso de pessoas (quando há mais de uma pessoa praticando um crime) e privação de liberdade das vítimas por período relevante de tempo — e corrupção de menores. Segundo as vítimas, um menor de idade, que desceu no meio do caminho, trabalhava como cobrador da van. As penas somadas podem chegar a 29 anos de prisão.

Congresso promulga nesta terça PEC das Domésticas; saiba o que fazer

Regras devem passar a valer a partir de quarta, com a publicação no DOU.
2 principais regras que valerão de imediato são carga horária e hora extra.

O Congresso deve promulgar, nesta terça-feira (2), a PEC das Domésticas, regras aprovadas pelo Senado na última semana e que dão mais direitos a essa classe de trabalhadores. Com isso, os empregadores precisarão se adequar às mudanças a partir da publicação da medida no "Diário Oficial da União", o que deve ocorrer já na quarta-feira (3), de acordo com o Senado Federal.
Nem todos os novos direitos, contudo, entrarão em vigor de imediato. Especialistas ouvidos pelo  orientam o que o patrão precisa fazer, por ora, para estar de acordo com as novas regras.
As duas principais mudanças que passam a valer imediatamente são a jornada de trabalho de oito horas diárias e 44 horas semanais e o pagamento de horas extras, diz Mário Avelino, presidente do Portal Doméstica Legal. Outro destaque é a obrigatoriedade de seguir as normas de higiene, segurança e saúde no trabalho.
O empregador precisa ficar atento, ainda, às regras que já valiam antes: pagamento de, ao menos, um salário mínimo ao mês; integração à Previdência Social (por meio do recolhimento do INSS); um dia de repouso remunerado (folga) por semana, preferencialmente aos domingos; férias anuais remuneradas; 13ª salário; aposentadoria; irredutibilidade dos salários (o salário não pode ser reduzido, a não ser que isso seja acordado em convenções ou acordos coletivos) e licença gestante e licença-paternidade e aviso prévio, além de carteira de trabalho (CTPS) assinada. 
Os benefícios que ainda vão precisar de regulamentação são: 1) indenização em demissões sem justa causa, 2) conta no FGTS, 3) seguro-desemprego e 4) salário-família, 5) adicional noturno, 6) auxílio-creche e 7) seguro contra acidente de trabalho.
Para essa definição, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) determinou a criação de uma comissão especial que vai interpretar a PEC e esclarecer como será essa regulamentação
Enquanto a regulamentação não sai, especialistas ouvidos pelo G1 afirmam que os patrões devem ser preocupar em cumprir apenas as obrigatoriedades imediatas – mesmo porque, ainda não dá para saber como será o cumprimento das demais.
O MTE afirma que as regras valem para todo trabalhador maior de 18 anos que presta serviços contínuos em atividades não lucrativas à pessoa ou à família, como cozinheiro, governanta, babá, lavadeira, faxineiro, vigia, motorista particular, jardineiro, acompanhante de idosos, entre outros.
Jornada de trabalho
A principal medida prática a ser adotada já a partir de quarta-feira será o controle da jornada de trabalho, para o cálculo de possíveis horas extras, orienta Mário Avelino, presidente do Portal Doméstica Legal.

A jornada máxima estabelecida é de oito horas diárias e 44 horas semanais. No caso das horas extras, a remuneração prevista na Constituição é de, no mínimo, 50% a mais da hora normal.
ara fazer o controle, advogados trabalhistas e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) orientam que o patrão elabore uma folha de ponto. 

O advogado Alexandre de Almeida Gonçalves sugere o documento tenha duas cópias, uma para o empregado e outra para o empregador. O empregado deve anotar, diariamente, a hora de entrada e de saída do trabalho, além do período de almoço realizado. As duas vias devem ser assinadas todos os dias, pelo patrão e pelo empregado, e guardadas (esse documento serve como respaldo jurídico, protegendo ambas as partes).

Se o empregado for analfabeto, deve-se pedir para o empregado carimbar a digital na folha. O recomendado é pegar a assinatura de uma testemunha imparcial (como um vizinho).

Se desejar, o empregador ele até pode adquirir um equipamento de controle de ponto, mas seu uso não é obrigatório (apenas empresas com mais de 10 funcionários são obrigadas a fazer o controle com o equipamento).
Ao final de cada mês, devem ser somadas as horas extras realizadas no período. De acordo como MTE, o período destinado a descanso para repouso e alimentação não poderá ser inferior a uma hora ou superior a duas horas (salvo acordo escrito entre empregado e empregador).
Segurança no trabalho
Já a partir da publicação no DOU o empregador terá de ficar atento ao cumprimento das normas de higiene, segurança e saúde no trabalho.

Isso significa que a residência precisa ser segura para o serviço doméstico, sem riscos de acidentes e à saúde do trabalhador. Se necessário, o empregador deve oferecer equipamentos de segurança para o trabalho, como luvas, botas e óculos de proteção.

FGTS
Com relação ao depósito obrigatório do FGTS, e Emprego esclarece que serão necessários fazer ajustes para se adequar aos novos direitos como hora extra, trabalho noturno etc.
Apesar de ainda precisar de regulamentação e ainda não ser obrigatório, Avelino diz que nada impede o empregador de fazer o depósito, pois já é opcional. O advogado Alexandre de Almeida Gonçalves, aliás, defende que o pagamento obrigatório já deve ser imediato, tendo em vista que já há regras para isso.

O recolhimento correspondente a 8% do salário e deve ser pago integralmente pelo empregador. Em caso de demissão sem justa causa, o empregador também  é obrigado a pagar 40% sobre o montante de todos os depósitos realizados durante a vigência do contrato, devidamente atualizados, na conta vinculada do empregado, diz o Portal Doméstica Legal.
Hoje, o recolhimento do FGTS é um pouco complexo e tem de ser feito por meio da internet. É preciso baixar um programa (Sefip), encontrado no  da Caixa Econômica Federal. O patrão preenche com as informações pedidas e envia por meio do Conectividade Social – um canal eletrônico de relacionamento, que permite a transmissão de arquivos. Ele também fica disponível para download no site da Caixa. No final do processo, é gerada a guia para que o pagamento seja feito.
Regulamentação
Com relação aos direitos previstos na PEC que ainda precisam de regulamentação, o empregador precisa esperar as regras para saber como será o cumprimento.
“Muitos direitos vão sair depois da regulamentação, então temos que aguardar. Não demita, espere (...). Não seja precipitado. Às vezes tem um empregado de anos de convivência. Achar alguém de confiança não é fácil. Espere, vai sair a regulamentação”, sugere Avelino.

O Ministério do Trabalho e Emprego deve elaborar uma cartilha orientando patrões e empregados sobre as novas regras, mas ainda não há prazo definido para a publicação.



1 de abril de 2013


Presidente sul-coreana ordena "responder com força" caso Norte ataque

A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, ordenou nesta segunda-feira ao Exército de seu país "responder com força", sem levar em conta "considerações políticas", no caso de um ataque da Coreia do Norte, que protagoniza estes dias uma intensa campanha de ameaças.

Park fez a declaração em reunião com o ministro da Defesa do país, Kim Kwan-jin.

"A razão de ser das Forças Armadas é proteger o país e o povo das ameaças", argumentou a presidente, que apenas um mês depois de assumir oficialmente o cargo em fevereiro está enfrentando uma das maiores crises dos últimos anos nas relações entre Sul e Norte.

Park Geun-hye, primeira mulher a alcançar a Presidência da Coreia do Sul, já advertiu em algumas ocasiões anteriores que responderá com dureza a hipotéticos ataques do Norte, embora mantenha a postura de melhorar as relações com o país vizinho e inclusive prestar-lhe ajuda humanitária.

SAO PAULO


Quadrilha é presa após furtar celulares e aparelhos eletrônicos no Lollapalooza

Dez homens e uma adolescente foram detidos; ela usava uma cinta para esconder aparelhos


Uma quadrilha foi presa após furtar celulares e aparelhos eletrônicos dos frequentadores do Lollapalooza na noite deste domingo (31), em São Paulo.
O bando era formado por dez homens e uma adolescente. Ela usava uma cinta elástica para esconder os aparelhos.
Várias vítimas deram queixa do furto e policiais do Deatur (Delegacia de Atendimento ao Turista) conseguiram prender os suspeitos. Ao menos trinta aparelhos foram recuperados.

Indonésia


Bebê morre atacado por um macaco na Indonésia

Um bebê de sete meses morreu após sofrer o ataque de um macaco enquanto dormia em sua casa, na província de Riau, na ilha de Sumatra, na Indonésia informaram nesta segunda-feira (1º) a imprensa local. O fato ocorreu na cidade de Menaming, enquanto a menina dormia em seu berço e estava sozinha no quarto.
A mãe do bebê tinha saído para lavar roupa em um rio próximo e o pai estava trabalhando também no exterior quando o choro da menina alertou a avó. Ao entrar na casa, a mulher encontrou um macaco de mais de um metro sentado em cima do televisor, com a boca ensanguentada, e o bebê no chão com mordidas no pescoço e na cabeça.
— Trata-se de um incidente terrível e muito triste para a família. O ataque do macaco foi inesperado já que faz mais de dez anos que estes animais não entram na cidade.
Explicou o prefeito de Menaming, Daulay Firdaus, ao portal de notícias "Liputan". Após o fato os moradores de Menaming saíram para caçar com rifles os macacos da região e mataram vários exemplares.

Rio Pardo SP


Vunesp é condenada a pagar R$ 6 mil a estudante barrada por não ter RG

Vestibulanda de Rio Pardo (SP) não conseguiu realizar a prova em 2010.
Estudante alegou que também estava sem documento e pôde fazer Enem.


Jéssica foi impedida de fazer a prova da Unesp em Rio Pardo por não ter RG (Foto: Valdir Aparecido Victor/arquivo pessoal)


A Fundação para o Vestibular da Unesp (Vunesp) foi condenada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) a pagar uma indenização de R$ 6,7 mil para uma estudante de São José do Rio Pardo (SP), barrada na prova do vestibular de 2010, por estar sem RG. A decisão, em segunda instância, foi tomada no dia 8 de março. A Vunesp informou que não vai se pronunciar sobre o assunto.

A estudante Jéssica Cristine de Oliveira Victor, hoje com 19 anos, se inscreveu no vestibular para engenharia de produção e foi impedida de realizar a prova em 20 de outubro de 2010 por não estar com o RG, perdido semanas antes. A jovem alegou que conseguiu realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na mesma época sem a apresentação do documento, mas com a checagem das digitais.

“Ela também estava sem o RG quando foi fazer a prova do Enem, mas mesmo assim conseguiu fazer a prova, além disso, no dia da prova da Unesp ela estava com o RG escolar, com foto e com o número do documento original dela”, afirmou o pai de Jéssica, Valdir Aparecido Victor.

Além da indenização por danos morais, de mais de R$ 6 mil, equivalente a dez salário mínimos, a Vunesp deverá ressarcir R$ 110 referentes à inscrição paga pela estudante para realizar o vestibular. A decisão foi tomada em segunda instância, após o Fórum de São José do Rio Pardo dar parecer favorável à fundação. Os embargos apresentados pelos advogados da Vunesp foram negados, segundo o acórdão assinado pelo relator do TJ-SP, Eduardo Gouvêa.
 
Jéssica se disse prejudicada por não ter feito a prova. “Naquele ano só me inscrevi na Unesp e no Enem, então perdi 50% de chance de passar no vestibular”, reclamou a estudante que está no terceiro ano de engenharia agronômica no Instituto Federal do Sul de Minas, em Muzambinho (MG), após obter nota suficiente no Enem para entrar no curso.

“A minha maior vontade sempre foi fazer engenharia de produção, mas hoje estou conformada em cursar agronomia, apesar de ser ruim não saber o que poderia ter acontecido se eu tivesse feito a prova da Unesp”, afirmou.

Criminosos explodem dois caixas eletrônicos em Contagem

Crime foi no bairro Novo Riacho.
Caixas ficam em um supermercado.

                                            
                Dinheiro ficou espalhado pelo chão com a explosão (Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Folhapress)


Criminosos explodiram dois caixas eletrônicos nesta segunda-feira (1º) no bairro Novo Riacho, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar (PM), os terminais ficam dentro de um supermercado.
Com a explosão, o dinheiro ficou espalhado pelo chão. Ainda segundo a PM, os suspeitos fugiram no sentido Betim, na Grande BH.
A polícia não soube informar se o dinheiro foi levado e nem quantos suspeitos participaram da ação.
Até o horário em que esta reportagem foi publicada, ninguém havia sido preso.

Nova Iguaçu RJ


Moradores fazem homenagem às vítimas da Chacina da Baixada

Familiares e amigos se reuniram na Via Dutra, em Nova Iguaçu.
Crime ocorreu em 31 de março de 2005; 5 PMs estão presos.

Oito anos atrás, o Rio de Janeiro foi marcado pelo assassinato de 29 pessoas, o que ficou conhecido como a Chacina da Baixada. Neste domingo (31), moradores fizeram uma manifestação em memória das vítimas.
Familiares e amigos se reuniram na Via Dutra, em Nova Iguaçu, e fizeram uma caminhada pelos locais onde aconteceram as mortes. Eles lembraram as vítimas e deixaram flores em homenagem a elas.
O crime aconteceu na noite do dia 31 de março de 2005. Um grupo de policiais militares atirou a esmo contra comerciantes, garçons, funcionários públicos e até crianças, num percurso de 15 km entre Nova Iguaçu e Queimados. Na época, o Ministério Público denunciou 11 policiais. Em 2006, cinco deles foram a júri popular e estão presos.

São Vicente SP


Família que vivia nas ruas e mobilizou a web ganha casa e trabalho em SP

Foto foi publicada em rede social e gerou milhares de compartilhamentos.
Casal e criança viviam debaixo de uma ponte em São Vicente, SP.

Familia vive e trabalha atualmente em marina no Guarujá, litoral sul de São Paulo (Foto: Silvio Muniz/G1)

A família de Anderson Antônio Dias da Silva e Sabrina Monteiro de Barros, que há cerca de uma semana vivia pelas ruas de São Vicente, no litoral de São Paulo, após serem iludidos com falsas propostas de trabalho, conseguiu, após grande mobilização nas redes sociais, uma casa e um trabalho em uma marina de Guarujá. O casal, que vivia debaixo de uma ponte, viu a vida mudar após uma foto ser compartilhada por milhares de pessoas no Facebook. Em questão de algumas horas, o casal recebeu ajuda de várias pessoas e ofertas de emprego em várias partes do Brasil. A família optou por mudar para o Guarujá, onde os donos de uma marina na cidade ofereceu também uma moradia.
A família chamava atenção nas ruas pela forma educada que se apresentavam, pela história e pela simpatia do filho do casal, que tem apenas dois anos. “A gente veio para a Baixada Santista para tentar viver a nossa vida. Queríamos cuidar dos nossos filhos de forma digna e pela nossa própria capacidade”, explica Anderson, que aguarda para o próximo mês o nascimento de um novo filho, já que a esposa está grávida de oito meses.
A semana que a família viveu nas ruas foi de alegrias e tristezas, que serviram para firmar alguns valores na família. “A gente viu muita coisa boa e muita coisa triste. Algumas pessoas acham que quem vive nas ruas são os drogados, os bêbados, mas ninguém pode prever o que vai acontecer. Nós conhecemos moradores de rua que vivem assim porque não conseguem coisa melhor. Não é todo mundo que recebe ajuda. Ir parar na rua não é uma escolha, é o que sobra”, diz Sabrina, que irá retomar o pré-natal, que fez apenas nos três primeiros meses de gravidez.
A história da família teve uma mudança radical em questão de oito horas, após ganharem um almoço no restaurante de Roberto Schweitzer, em São Vicente , e conhecerem Claudete Sachi. “Por volta da 17h fomos almoçar no restaurante do Roberto. Lá conhecemos uma cliente do restaurante, que depois de ouvir a nossa história tirou uma foto nossa e disse que ia colocar na internet. Quando foi mais tarde, lá pela meia noite, um monte de gente nos  cercou dizendo que estavam nos procurando, que nossa história estava sendo contada na internet e que já tínhamos emprego e casa para morar”. Ficamos assustados. A gente não sabia o que estava acontecendo, lembra Anderson.
Após a divulgação da história, a família recebeu muitas ligações de gente que queria ajudar. Em uma delas uma pessoa disse que daria casa e emprego para a família, desde que eles se convertessem para outra religião. "Recebemos convites em Minas Gerais também, mas não queremos depender de ninguém. Não posso aceitar entrar em uma religião que não conheço ou ir para um estado diferente. Não sei se a gente se adaptaria", conta Anderson.
Quando receberam a notícia de que havia uma casa e trabalho na região, o casal não pensou duas vezes. “Quando chegamos e vimos o lugar lindo que a gente ia viver fiquei admirada. Em um dia a gente estava na rua e agora vivemos em um lugar lindo desses”, diz Sabrina.
Antes das mudanças, o casal sentiu na pele a discriminação. “O Roberto e a Claudete nos deram um dinheiro. A gente estava feliz e decidiu passar a noite em uma pousada e vimos uma placa dizendo que o quarto custava R$ 20 por pessoa. Quando entramos o dono do local disse que só tinha quarto de R$ 40 e que o valor na placa era para empresas, mas vimos que ele não nos deixou entrar pela forma que estávamos vestidos. Se não fosse o outro dono de pousada teríamos passado a noite na rua de novo”, lamenta o jovem.
Durante o período morando nas ruas, o maior medo da família era de se separar. “Nós sempre mudávamos o local para passar a noite para não chamar a atenção da polícia, dos moradores dos prédios, com medo que alguém nos denunciasse para o conselho tutelar e que nosso filho fosse levado pela assistência social. Na hora de dormir a gente escondia ele atrás de um guarda sol, no meio das coisas. Meu filho é a nossa torre. Ele nos alegra, dá esperança. Quando chovia ele dizia, 'eba! A gente vai tomar banho de chuva, mamãe!'’. Por ele a gente continuava a buscar uma solução, um trabalho”, fala Sabrina sobre o filho que irá completar três anos dia 5 de abril.
Anderson lembra de uma das piores noites que passou nas ruas. “Tinha chovido muito. Encontramos um lugar em um campo de futebol para dormir, mas tudo estava molhado. Fizemos uma cama para ele, o colocamos embaixo do guarda sol e ele dormiu. Passei a noite toda deitado na água. Nunca passei tanto frio na vida. Ele foi o único que não se molhou. Para mim o melhor do dia era quando amanhecia. Parecia que as coisas iam mudar”, diz Anderson.
Casal enganado (Foto: Claudete/Arquivo Pessoal)
Quando receberam a notícia de que havia uma casa e trabalho na região, o casal não pensou duas vezes. “Quando chegamos e vimos o lugar lindo que a gente ia viver fiquei admirada. Em um dia a gente estava na rua e agora vivemos em um lugar lindo desses”, diz Sabrina.
Antes das mudanças, o casal sentiu na pele a discriminação. “O Roberto e a Claudete nos deram um dinheiro. A gente estava feliz e decidiu passar a noite em uma pousada e vimos uma placa dizendo que o quarto custava R$ 20 por pessoa. Quando entramos o dono do local disse que só tinha quarto de R$ 40 e que o valor na placa era para empresas, mas vimos que ele não nos deixou entrar pela forma que estávamos vestidos. Se não fosse o outro dono de pousada teríamos passado a noite na rua de novo”, lamenta o jovem.
Durante o período morando nas ruas, o maior medo da família era de se separar. “Nós sempre mudávamos o local para passar a noite para não chamar a atenção da polícia, dos moradores dos prédios, com medo que alguém nos denunciasse para o conselho tutelar e que nosso filho fosse levado pela assistência social. Na hora de dormir a gente escondia ele atrás de um guarda sol, no meio das coisas. Meu filho é a nossa torre. Ele nos alegra, dá esperança. Quando chovia ele dizia, 'eba! A gente vai tomar banho de chuva, mamãe!'’. Por ele a gente continuava a buscar uma solução, um trabalho”, fala Sabrina sobre o filho que irá completar três anos dia 5 de abril.
Anderson lembra de uma das piores noites que passou nas ruas. “Tinha chovido muito. Encontramos um lugar em um campo de futebol para dormir, mas tudo estava molhado. Fizemos uma cama para ele, o colocamos embaixo do guarda sol e ele dormiu. Passei a noite toda deitado na água. Nunca passei tanto frio na vida. Ele foi o único que não se molhou. Para mim o melhor do dia era quando amanhecia. Parecia que as coisas iam mudar”, diz Anderson.
Casal passou uma semana dormindo em ruas de São Vicente (Foto: Silvio Muniz/G1)Casal pesca na marina onde Anderson está
trabalhando (Foto: Silvio Muniz/G1)
A família recebeu muita ajuda nas ruas. As comidas que ganhavam consumiam na hora, porque não tinham onde guardar. “A gente conheceu pessoas que tinham onde morar, mas não tinham o que comer. O que a gente ganhava de alimento cru a gente dava para essas pessoas que também precisavam”, lembra Sabrina.

Anderson, que trabalhava como marceneiro em São Vicente, acredita que na região não falta trabalho. “Aqui a gente tem a praia. Dá para uma pessoa passar o dia pegando latinha, recicláveis e vender. Fora da época de temporada fica mais difícil e com família é mais complicado, porque você precisa resolver o problema na hora. Quando seu filho sente fome você faz o que for preciso. Quando a gente não tinha a gente pedia”, explica.
O casal sentiu na pele a solidariedade e o descaso das pessoas. “Uma vez pedimos uma moeda para comprar pão no dia seguinte e o rapaz nos deu R$ 10. Nunca um morador de rua ganha tanto. Recebemos o dinheiro e ficamos muito felizes. Outra vez pedimos um pão com manteiga para o nosso filho e um rapaz mandou fazer três sanduíches para gente e ainda deu duas blusas e calças lindas, novinhas. Essas a gente guarda até hoje como lembrança dessa pessoa”, conta Anderson.

Sabrina lembra que enquanto alguns ajudavam, outros ainda pioravam a situação. “Batemos em uma casa pedindo alumínio e a mulher não quis dar dizendo que a gente deixava de alimentar o nosso filho para usar droga. Saímos dali e batemos na casa da vizinha, que nos deu o alumínio. E não é que a outra mulher saiu da casa dela para dizer para a que estava ajudando que a gente ia comprar drogas? Tudo bem não querer ajudar, mas para que falar o que não sabe? Para nos deixar mais tristes?”, lamenta.
Anderson e Sabrina têm contato com suas família, mas o casal quer se levantar por conta própria. “Sempre que a gente precisou a nossa família ajudou, mas quando você se torna pai sabe que seu filho depende de você e não dá mais para só contar com a ajuda dos pais. A gente mudou para cá, ganhou dinheiro, mas as coisas desandaram. Agora a nossa vida mudou graças a muita gente que está nos ajudando”, diz Anderson.
Anderson, que estudou até o primeiro colegial, conta que sempre sonhou em fazer artes cênicas. “Quando a gente estava na rua e passava alguém tocando funk o nosso filho começava a dançar e o Anderson ia junto. Ele sempre foi solto, faz todo mundo rir”, conta a esposa.
O dono da marina onde a família está morando conta que o rapaz aprendeu rápido a desempenhar o trabalho. “O rapaz gosta de trabalhar, é esforçado. Aqui ele tem o canto dele, um salário, mas se aparecer algo mais interessante para eles vou ficar muito feliz”, conta o novo chefe da família, que prefere não ser identificado.
Sabrina quer voltar a trabalhar depois que o filho nascer. O casal ainda não sabe o sexo do bebê, mas já escolheram o nome que vão dar à criança. “Se for menino vai se chamar Roberto e, se for menina, Roberta”, diz Sabrina, que quer homenagear o amigo que ajudou a família no momento que mais precisavam.
Sabrina está grávida de oito meses e volta a fazer pré-natal nesta segunda-feira (Foto: Silvio Muniz/G1)




Paraná


Internauta afirma ter encontrado larva em barra de chocolate, no Paraná

Consumidor relatou nojo e revolta ao perceber a larva no produto. 
Empresa ficou de dar um retorno sobre o assunto nesta segunda (1º).

Internauta disse que percebeu a larga logo consumir quase todo o produto  (Foto: Gabriel Donda / Arquivo pessoal )

O auxiliar de escritório Gabriel Donda, de 18 anos, afirma ter encontrado uma larva em uma barra de chocolate. Ele conta que comprou o produto em uma banca de jornais e que ficou "revoltado" com a situação. "Além de ter ficado com muito nojo, eu achei uma falta de respeito com o consumidor e não entendo como essa larva foi parar dentro da embalagem fechada", relata.
O internauta disse ainda que consome o produto da mesma marca há tempos e que essa foi a primeira vez que teve problemas. "Por isso mesmo que eu fiquei revoltado. Quero saber o que aconteceu, como é o processo deles para admitir uma coisa dessa", acrescenta. Ele disse ainda que percebeu a larva quando já tinha ingerido praticamente todo o produto. O caso aconteceu na terça-feira (26), em Curitiba.
"Espero que sejam tomadas as devidas providências porque isso é muita sacanagem com a gente", finaliza Gabriel.

Tanzânia


Chega a 34 o número de mortos após queda de edifício na Tanzânia

Equipes de resgate no local conseguiram chegar ao porão do prédio. 
Polícia disse que quatro pessoas foram presas pelo incidente.

O número de mortos devido à queda de um prédio de vários andares na Tanzânia subiu para 34, depois da retirada de mais corpos dos escombros, informou uma alta autoridade do governo na segunda-feira (1°).
Equipes de resgate no local, em um bairro na capital comercial Dar es Salaam, já limparam a maior parte dos escombros e chegaram ao porão do prédio, que veio abaixo na manhã de sexta-feira. É provável que mais corpo  sejam encontrados.
Edifício desaba na Tanzânia e deixa pelo menos 17 mortos (Foto: Emmanuel Herman/Reuters)
"Um total de 34 pessoas foram até agora confirmadas como mortas. Esperamos concluir a operação de busca na manhã de hoje e anunciar oficialmente o número final de vítimas", afirmou à Reuters o comissário regional de Dar es Salaam, Said Meck Sadick.
O prédio de mais de 12 andares estava sendo reformado, próximo de uma mesquita no bairro de Kariakoo, perto do centro da cidade. Diversos carros foram destruídos e garotos que jogavam bola perto do local da tragédia estão entre as vítimas.
A polícia disse que quatro pessoas foram presas pelo incidente.
"Esta é a pior queda de um edifício na história do país", disse o comandante da polícia de Dar es Salaam Suleiman Kova à Reuters. Ele disse que os responsáveis enfrentariam acusações criminais.


sao paulo


Polícia procura sobrevivente e testemunha de execução em SP

Câmeras flagraram veículo da Polícia Militar a poucos metros do crime.
Oito PMs foram presos neste fim de semana.

A Polícia Civil de São Paulo procura o sobrevivente e a testemunha da execução de dois jovens ocorrida no dia 16 de março na região central da capital. O crime foi gravado por câmeras de segurança e as imagens foram exibidas neste domingo (31) pelo Fantástico. O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
O sobrevivente que o departamento procura é o rapaz que aparece correndo nas cenas depois que uma dupla de motociclistas aponta armas para ele e mais dois amigos. O trio, que estava sentado numa calçada, na madrugada de março, no Brás, ergue as mãos para o alto e se vira de costas para a parede. Os motociclistas descem das motos sem tirar os capacetes e disparam nos amigos do rapaz, que consegue correr e foge. Os colegas do jovem morrem no local.
A outra testemunha que o DHPP tenta localizar é a pessoa que falava ao celular com uma das vítimas antes dela ser morta. Nas imagens, um dos jovens segurava o telefone no momento em que os motociclistas aparecem. A pessoa do outro lado da linha teria ouvido pelo aparelho: "Parado! Mão para cima, que é polícia".
“Os depoimentos dessas duas pessoas serão importantes para ajudar a investigação a esclarecer a autoria dos assassinatos”, disse a delegada Elisabete Sato, diretora do DHPP.
Cenas da execução
Oito policiais militares foram presos administrativamente por suspeita de participarem dos assassinatos, segundo a Polícia Militar. De acordo com Elisabete Sato, eles são investigados porque teriam dado cobertura para os atiradores, que fugiram após o crime. Os assassinos ainda não foram identificados. O G1 não conseguiu localizar os advogados dos oito PMs detidos para comentarem o assunto.
As imagens também mostram que um carro da PM estava próximo ao local onde ocorreu o assassinato. Uma outra câmera gravou a rua a partir de outro ângulo e mostra o veículo da corporação na esquina, a cerca de 50 metros do fato no momento dos disparos. Enquanto os assassinos atiravam, a viatura dos policiais estava de frente para a cena do crime.

Para Elizabete Sato essa imagem sugere, no mínimo, a omissão dos policiais. “Essa cena é bastante impressionante porque denota ao menos uma omissão por parte dos policiais, que poderiam ter agido no sentido de tentar impedir que essas duas pessoas fossem mortas”, afirmou a delegada.

Seis segundos depois do crime, a imagem mostra a passagem desse veículo da polícia. Oito minutos depois dos tiros, policiais isolaram a cena do crime. No boletim de ocorrência, registrado às 2h11, os PMs relataram que encontraram os corpos no chão. Não há informação sobre perseguição aos atiradores.
"Computando o espaço de tempo entre uma imagem e outra, é fração de segundos. Então, daria a impressão que talvez essa viatura estivesse dando cobertura aos executores", disse Elisabete Sato.

PMs presos
Por envolver a suspeita da participação de policiais militares num crime, a Corregedoria da PM instaurou procedimento para apurar o caso. Apesar disso, até as 9h30 desta segunda-feira, a assessoria de imprensa da Polícia Militar não havia informado para qual local foram levados os policiais suspeitos, o que eles disseram em suas defesas, e quais suas identidades e patentes.

Em nota, a PM havia informado anteriormente que "adotou providências para apurar as circunstâncias da ocorrência" e que "oito policiais militares já foram presos administrativamente".

Caso fique comprovada a participação ou a conivência dos policiais no assassinato, eles responderão pelo mesmo crime que os atiradores: homicídio.
Vítimas
Uma das vítimas tinha apenas 14 anos. Era filho de um catador de material reciclável, e era conhecido como Piauí. “Estava na hora errada, com a pessoa errada. Executaram ele na hora. Não deram tempo de ele respirar”, afirmou o pai, que, por motivos de segurança, não teve seu nome divulgado.

Para a polícia, o local do crime é um conhecido ponto de venda e uso de drogas. Mas, segundo a família, o garoto Piauí não era usuário. "Que eu saiba não, ele não usava droga. Só se usava fora, aqui dentro de casa nunca usou, nunca peguei ele com nada”, disse o pai.
Segundo o registro policial, no corpo de Piauí havia seis marcas de tiros. Na outra vítima, que tinha 18 anos, eram 12 perfurações. A polícia não divulgou o nome do rapaz.

CNJ dá três meses para 15 tribunais prepararem concurso para cartórios

Conselho tenta, desde 2009, fazer tribunais cumprirem regra prevista.
Quem não cumprir o novo prazo está sujeito a processo disciplinar, diz CNJ.

O corregedor do Conselho Nacional de Justiça, Francisco Falcão, deu prazo de três meses para que 15 tribunais prepararem editais para realização de concurso público para o preenchimento de vagas de titular de cartórios extrajudiciais. Os 90 dias começaram a ser contados no dia 25 de março, quando a decisão foi tomada.
O conselho tenta, desde 2009, fazer os tribunais cumprirem a regra prevista na Constituição Federal de 1988 de que o titular de cartório deve ser aprovado em concurso público. Estima-se que mais de 2 mil cartórios sejam administrados por pessoas não concursadas. O CNJ afirma que os presidentes dos tribunais que não realizarem concurso poderão sofrer processos disciplinares.
De acordo com o CNJ, 15 tribunais informaram que não realizaram concursos para todas as vagas em cartórios ocupadas por interinos: os estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal.
Além de determinar a realização dos concursos, o corregedor do CNJ também ordenou que os 15 tribunais enviem cópia da publicação da última lista de cartórios que tenham o cargo de titular vago. O prazo termina na semana que vem.
Os cartórios prestam serviços notariais e de registro. A Constituição exige que cartorários realizem concurso público para ingresso no cargo. Apesar disso, o titular de cartório atua como concessionário de serviço e não como um funcionário público. Ele é como um microempresário e arca com todos os custos do cartório, inclusive os trabalhistas e aluguel do imóvel, por exemplo. Pela lei, para ser titular de cartório é preciso ser bacharel em direito e ter, pelo menos, dez anos de experiência em cartório.
Quem controla os serviços de cartório no estado é o Poder Judiciário. A Constituição diz que os cargos não podem ficar vagos por mais de seis meses. Ou seja, quando um cargo fica vago, o Tribunal de Justiça tem seis meses para realizar concurso.



PEC dá mais direitos às domésticas, mas informais ainda são maioria

Pesquisador do Ibre/FGV diz que informalidade deve aumentar com lei.
Secretaria de Políticas para Mulheres e sindicato apostam em regularização.


Aprovada na última terça-feira (26) pelo Senado, a chamada PEC das domésticas dá mais direitos aos profissionais da categoria. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no entanto, a maioria desses trabalhadores ainda está na informalidade.
De cada dez trabalhadores domésticos, só três tinham registro na carteira de trabalho, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) de 2011. A taxa de informalidade entre esses empregados chega a 69%, e é ainda mais alta entre as mulheres, que são mais de 93,6% deste mercado. Para elas, a informalidade é de 70,7%, contra 53% entre os homens.
Os dados levam em conta trabalhadores como motoristas, cuidadores, empregadas mensalistas e até as diaristas, formando um universo de 6,6 milhões de trabalhadores.
Segundo o Sindicato das Empregadas e Trabalhadores Domésticos de São Paulo (Sindoméstica-SP), a informalidade entre as mensalistas alcança 63%, sendo que as outras 47% têm registro em carteira.
“É um dos setores com mais informalidade da economia, com certeza”, diz o professor do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Fernando de Holanda Barbosa Filho.
A informalidade é ainda mais acentuada na região Nordeste, onde apenas 14% das domésticas têm carteira assinada, contra 36% no Sudeste.
Entre 2001 e 2011, a taxa de formalização entre as domésticas cresceu 31,8%, enquanto o número de trabalhadores domésticos cresceu 11,95%. Entre 2009 e 2011, a taxa subiu apenas 3 pontos percentuais, de 26,4% para 29,3%, uma diferença considerada pequena pela Secretária Nacional de Avaliação de Políticas e Autonomia Econômica das Mulheres, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, Tatau Godinho.
Maior ou menor formalização?
Tatau acredita, no entanto, que a formalização irá aumentar com a PEC das Domésticas.
“A expectativa é que a legislação eleve a formalização porque avaliamos que há um aumento do reconhecimento na sociedade brasileira de que isso é um direito”, diz Tatau. “Não acredito que vai diminuir, até porquê quem está com muito medo é porque não cumpre os que elas já têm hoje.
Mesma opinião tem a presidente do Sindoméstica-SP, Eliana Gomes Menezes: "deve melhorar porque o patrão vai respeitar mais os empregados. Hoje mesmo, diversas pessoas vieram tirar dúvidas sobre como formalizar”, afirma.
Mas o pesquisador Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Ibre, acredita que a PEC das Domésticas vai elevar o grau de informalidade no mercado por conta da elevação dos custos trabalhistas. “Sobre a lei, o que se observa é que ela tende a aumentar a informalidade, possivelmente vai haver uma troca (de domésticas para diaristas), substitui um tipo por outro. O governo vai antecipar um processo natural, já que esse trabalho estava sendo reduzido, mas ia demorar alguns anos”, diz Barbosa.
O salário médio dos trabalhadores domésticos está aumentando em ritmo elevado, entre 2009 e 2011, segundo a PNAD. A alta foi de 18% para os trabalhadores com carteira assinada e 29,7% para os sem carteira.
O pesquisador, que desenvolve o Índice de Economia Subterrânea (IES) em parceria com o Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (Etco), acredita que o ajuste não será imediato; deve acontecer gradativamente.
Para a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, já há diminuição do número de trabalhadoras domésticas no país, em parte porque as mulheres buscam outras formas de trabalho e em parte porque as famílias estão se organizando de outra maneira.
Citando a redução de 12% para menos de 3% no número de empregadas domésticas que moravam na casa em que trabalham, entre 1995 e 2009, Tatau Godinho vê uma “mudança brutal das relações de trabalho, da vida domestica, divisão do trabalho entre mulheres e homens”. “A sociedade vai aprendendo a convier com relação que não é servil, é de trabalho”


Lei que cria Secretaria da Micro e Pequena Empresa é publicada

A pasta será o 39º ministério do governo federal.
Parte dos servidores será absorvida da pasta do Desenvolvimento.

A presidente Dilma Rousseff publicou no "Diário Oficial da União" nesta segunda-feira (1º) a lei que cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa, que terá status de ministério, o 39º do governo.
A nova pasta, segundo prevê a lei, formulará políticas de apoio a microempresas e empresas de pequeno porte e de artesanato. Cuidará, por exemplo, de promover a qualificação, aumentar a competitividade e incentivar as exportações de bens e serviços.
"Art. 24-E. À Secretaria da Micro e Pequena Empresa compete assessorar direta e imediatamente o Presidente da República, especialmente: I - na formulação, coordenação e articulação de: a) políticas e diretrizes para o apoio à microempresa, empresa de pequeno porte e artesanato e de fortalecimento, ex-pansão e formalização de Micro e Pequenas Empresas;
b) programas de incentivo e promoção de arranjos produtivos locais relacionados às microempresas e empresas de pequeno porte e de promoção do desenvolvimento da produção;
c) programas e ações de qualificação e extensão empresarial voltadas à microempresa, empresa de pequeno porte e artesanato; e d) programas de promoção da competitividade e inovação voltados à microempresa e empresa de pequeno porte; II - na coordenação e supervisão dos Programas de Apoio às Empresas de Pequeno Porte custeados com recursos da União; III - na articulação e incentivo à participação da microempresa, empresa de pequeno porte e artesanato nas exportações brasileiras de bens e serviços e sua internacionalização", diz o texto.
O projeto de lei que previa a criação da secretaria foi enviado pelo governo ao Congresso Nacional no início da gestão de Dilma, em 2011. Passou primeiramente pela Câmara e foi aprovado no início deste mês pelo Senado. Nesta quinta-feira terminou o prazo de 15 dias úteis que a presidente tem para sancionar a lei.
O ministro que comandará a pasta ainda não foi definido, de acordo com assessoria da Presidência. O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, do PSD, é um dos nomes cotados para assumir o posto.
Estrutura
A nova secretaria terá 68 cargos, incluindo o ministro de Estado e o secretário-executivo, número dois na hierarquia dos ministérios. A estrutura será composta pelo gabinete, pela secretaria-executiva e por até mais duas secretarias, conforme determina a lei.
A pasta será vinculada diretamente à Presidência da República, a exemplo da Secretaria de Direitos Humanos e da Secretaria de Políticas para as Mulheres.
Atualmente, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior é quem cuida da área de micro e pequenas empresas no governo. A lei prevê que o acervo patrimonial e o quadro dos servidores dos órgãos que tiveram suas competências absorvidas pela nova pasta serão transferidos para a secretaria.
O Ministério do o Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e do Planejamento terão até 90 dias a partir desta segunda para efetivar as transferências, inclusive as movimentações orçamentárias.