30 de abril de 2013


Morre no hospital menina estuprada e 

torturada na Índia

Menina de 5 anos foi sequestrada e estuprada por mais de 40 horas.
Ela morreu de parada cardíaca às 19h45 (horário local) desta segunda.


A menina de cinco anos encontrada há duas semanas depois de ter sido violentada e torturada morreu em um hospital da
 Índia, anunciaram fontes médicas nesta terça-feira (30)
"Morreu vítima de uma parada cardíaca às 19h45 de segunda-feira. Seu estado piorou e a pressão arterial caiu. Não reagia aos medicamentos" disse o porta-voz do hospital à agência de notícias France Presse.

A menina havia sido encontrada inconsciente pelos pais no dia 18 de abril, no estado de Madhya Pradesh, depois de ter sido violentada, segundo a polícia, por um homem de 35 anos que a deixou abandonada em uma granja.

Segundo os investigadores, a menina foi sequestrada em 15 de abril em um bairro de classe média e depois estuprada durante mais de 40 horas em um quarto trancado.
A polícia indiana prendeu dois suspeitos depois do sequestro e estupro da criança, um caso que aumentou a polêmica sobre o tratamento que as autoridades dão aos crimes sexuais.

A vítima foi internada com graves ferimentos internos. Um dos suspeitos, que estava escondido na casa dos sogros, no estado de Bihar, no Leste da Índia,  seria um inquilino do mesmo edifício no qual a menina morava, segundo a imprensa local.
A morte de uma estudante em dezembro em 2012, em um estupro coletivo em um ônibus, já havia provocado muitas manifestações no país.
Indianos protestam após estupro de criança (Foto: Sam Panthaky/AFP)

Atentado no centro de Damasco deixa mais de 10 mortos


Pelo menos 13 pessoas morreram e 70 ficaram feridas nesta terça-feira.
Ataque com carro-bomba afetou bairro comercial.


Pelo menos 13 pessoas morreram e 70 ficaram feridas nesta terça-feira (30) em um atentado com carro-bomba no centro de Damasco, que provocou muitos danos materiais em um bairro comercial, anunciou o ministério do Interior.
"O covarde atentado terrorista executado contra o centro comercial e histórico de Damasco, no bairro de Marjeh, provocou, segundo um balanço provisório, 13 mártires e mais de 70 feridos, alguns deles em estado crítico", afirma um comunicado do ministério.
Veículos foram danificados em explosão de carro-bomba no centro de Damasco (Foto: Sana/AP)Veículos foram danificados em explosão de carro-bomba no centro de Damasco (Foto: Sana/AP)
"O terrorismo financiado e apoiado internacionalmente cometeu uma matança horrível contra civis no centro comercial e histórico de Damasco", denunciou uma fonte oficial, citada pela televisão estatal.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), que conta com uma ampla rede de informantes, formada por ativistas, médicos e advogados, informou um balanço de 14 mortos - nove civis e cinco membros das forças de segurança -, em um atentado com carro-bomba perto da antiga sede do ministério do Interior.
O OSDH afirma que o balanço aumentará porque muitos feridos estão em condição crítica, incluindo integrantes das forças de segurança.
Feridos são retirados de local de explosão em Damasco (Foto: Sana/AP)


Trote mobiliza mais de 10 equipes de resgate no noroeste paulista

Até o helicóptero Águia foi chamado para atender falsa ocorrência.
Equipes percorreram mais de 60 quilômetros.

Um trote mobilizou mais de 10 equipes do Corpo de Bombeiros e das polícias Federal e Estadual nesta segunda-feira (29) no noroeste paulista.
Tudo começou quando os bombeiros receberam o chamado de um homem que dizia ter sofrido um acidente. Por telefone, o homem contou que o carro onde ele estava com a família tinha caído em uma ribanceira da BR-153, entre os municípios de Nova Granada (SP) e Onda Verde(SP).
Como a falsa vítima do acidente não sabia informar com precisão o local do acidente, as equipes de resgate fizeram uma varredura por todo o trajeto, em mais de 60 quilômetros. Até o helicóptero Águia foi chamado para ajudar na “busca”. Ele voou até a divisa com Minas Gerais.
Por telefone, os bombeiros faziam contato com o homem que dizia ter se acidentado em busca de informações que ajudassem a chegar no local do acidente. As buscas duraram quase três horas, e só pararam depois que a ligação da falsa vítima foi rastreada. O homem insistia em dizer que estava ferido, mas começou a dar informações que não existiam.
“Ele passou uma placa de veículo que não bate e passou dois endereços diferentes. Fomos até um desses locais e o número da casa também não existia”, disse o tenente José Luciano Val. Segundo ele, esse mesmo homem já tinha passado o mesmo trote há poucos dias, mas desligou o telefone antes de passar mais informações sobre o "acidente".
O homem que fez o trote poderá responder por falsa comunicação de crime. A pena para o crime é de um a seis meses de prisão.
Helicóptero Águia foi chamado para ajudar na 'busca' (Foto: Divulgação / TV TEM)
























29 de abril de 2013


Prorrogada vacinação de meninas entre 11 e 13 anos contra HPV

SÃO PAULO - A vacinação de meninas entre 11 e 13 anos contra o HPV, em Brasília, foi estendida até o dia 3 de maio. Desde o dia 1º de abril, quando a campanha teve início, cerca de 55 mil meninas foram imunizadas. As informações são da Agência Brasil.

A meta do governo era vacinar 67 mil meninas estudantes, nascidas entre 2000 e 2002. O secretário adjunto de Saúde, Elias Miziara disse que a prorrogação é oportunidade para alunas que faltaram aula nos dias de vacinação serem imunizadas.

Em Samambaia, regional que mais vacinou até agora, 5 mil alunas receberam a vacina, 96% da meta inicial. Desde o começo do ano a secretaria promove palestras para esclarecer as estudantes sobre a importância da vacina. O vírus HPV é considerado o principal causador do câncer do colo do útero, uma doença grave responsável pela morte de cerca de 90 mulheres por ano em Brasília.

A Secretaria de Saúde ressalta que para garantir a efetividade da vacina são necessárias três doses, com intervalos de 60 e 180 dias após a primeira. A segunda dose começa a ser aplicada em 3 de junho e seguirá até o dia 28. A terceira dose será aplicada de 30 de setembro a 1º de novembro.



Usuáros sofrem com convênio de planos de saúde

O descontentamento com o serviço prestado pelos planos de saúde não atinge só os médicos - que paralisaram os serviços na quinta-feira passada (25) -, mas a população em geral. As reclamações mais frequentes dos usuários, segundo o advogado Julius Conforti, são por negativas de procedimentos, até mesmo com intervenção na conduta proposta pelo médico; descredenciamentos de médicos, hospitais e laboratórios; além de reajustes abusivos.

Por causa de um câncer na tireoide, Renata de Castro Oliveira, de 29 anos, tenta desde fevereiro obter autorização da Amil/Medial para fazer o tratamento indicado por seu médico, a iodoterapia. A desculpa do plano de saúde era de que o medicamento não era adequado para esse caso, revela Renata. Ela conta que um dia antes do procedimento, que envolve um mês de restrição a diversos alimentos, a Amil ligou negando a autorização. "Hoje (26/4) a mesma funcionária que me telefonava todos os dias dizendo que o tratamento não era coberto pela Amil disse que a autorização - ‘referente à questão do jornal’ - estava liberada", diz.

Luciana Coelho de Marchi Gherini, de 44 anos, passa pelo mesmo problema de Renata. Por ter histórico de câncer de pele na família, desde janeiro tenta fazer o exame de Dermatoscopia Digital, também pela Amil/Medial. "Busquei os 6 locais e uma médica indicados pelo plano para realizar o exame, em vão", diz Luciana. Após 3 meses de tentativas frustradas, a Amil respondeu a Luciana que o exame não estava previsto no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Ao jornal O Estado de S. Paulo a Amil justificou dizendo que o exame não é a única opção diagnóstica para esse tipo de situação.

Para Conforti, a negativa da Amil é indevida. O advogado defende que as resoluções da ANS não podem ser aplicadas de forma limitativa, de modo a causar prejuízos aos usuários. "A indicação médica, desde que justificada, deve ser respeitada pela Amil, sob pena de caracterização de intervenção na conduta médica", explica.

Outra reclamação de Luciana se refere ao descredenciamento do Hospital São Luís sem aviso prévio. Em geral, diz Conforti, a ANS segue a Lei 9.656/98, em que os planos só devem comunicar os consumidores se houver substituição de hospital. "Já o Poder Judiciário vem proferindo decisões no sentido de que a prévia comunicação sobre os credenciamentos é obrigatória para qualquer hipótese de alteração da rede hospitalar, seja por redução ou por substituição." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




Mulheres atacadas com ácido no Paquistão lutam para recuperar suas vidas

País é o terceiro lugar mais perigoso do mundo para uma mulher viver


A maioria das mulheres que sofrem ataques com ácido relata que são vítimas dos chamados "crimes de honra", quando um homem (geralmente o marido) agride a mulher em nome da honra da família. 

Segundo um relatório da Comissão de Direitos Humanos da ONU, em alguns países, os assassinos "não são punidos, ou recebem sentenças reduzidas, usando como justificativa a 'defesa da honra' da família". Com a omissão do Estado, restam às organizações não governamentais a tarefa de auxiliar as vítimas dessa tragédia. 

No Paquistão, considerado o terceiro lugar mais perigoso do mundo para uma mulher viver, a Fundação Depilex-Smileagain é uma dessas organizações de apoio às vítimas. 

O grupo busca a reintegração das mulheres na sociedade por meio de apoio médico e psicológico. Cerca de 240 vítimas estão registradas na lista de ajuda da fundação e trabalham como esteticistas em um centro de beleza da Depilex. 

A seguir, conheça algumas dessas mulheres que estão lutando para recuperar suas vidas


Montagem/Emilio Morenatti/AP

















Mãe mente que filho de nove anos tem câncer para arrecadar doações

Americana convenceu até o marido de que o menino era doente terminal 






    Uma americana disse ao filho, de apenas nove anos, e a todos os seus vizinhos e amigos que a criança tinha câncer, mas tudo não passava de uma farsa. A mãe fez o menino acreditar que era um doente terminal para arrecadar doações para o tratamento da criança. Segundo a polícia, ela chegou a receber cerca de 2.000 dólares (o equivalente a R$ 4.000).
    Susan Stillwaggon, de 35 anos, enganou o filho, Nick, e toda a comunidade de Pennsauken, nos Estados Unidos, fazendo-os acreditar que o menino estava seriamente doente, segundo informações do New York Post.
    Até mesmo seu marido, um caminhoneiro identificado apenas como Chuck, acreditava que seu filho estava morrendo de câncer desde o mês de fevereiro. Chuck chegava a sua casa diariamente, após o trabalho, e Susan mostrava listas de médicos com quem o filho supostamente havia se consultado, mas muitos desses nomes eram inventados por ela.
    "Eles tinham vários tipos de angariações de fundos para a família, como um time de futebol composto por crianças pequenas que vendiam cupcakes", disse o detetive Cheryl Duffy, acrescentando que Susan tinha outros 1.500 dólares a receber quando foi detida na última quinta-feira (25).
    Susan também fabricava e vendia pulseiras com as frases "equipe Nick" e "ninguém luta sozinho", disse a polícia. Além disso, um jantar beneficente foi marcado para junho deste ano, na escola do menino, para arrecadar fundos para o tratamento de Nick.
    "O pior pesadelo de uma mãe é ter um filho doente. Infelizmente, a família Stillwaggon está sofrendo exatamente isso", diz uma página do Facebook que mostra Susan como criadora. "Meu estômago ainda dói, mas eu estou tentando descansar para que eu possa assistir aos jogos de futebol neste fim de semana, porque eles fizeram algo muito especial para mim", diz um post que a criança supostamente escreveu em 7 de março.
    A polícia começou a investigar o caso a partir de uma denúncia anônima. Dois dias depois, o diretor da escola onde o menino estuda também chamou a polícia. A mãe tinha forjado um documento médico que detalhava o diagnóstico da criança e o entregou à escola, mas a aparência saudável do menino começou a levantar suspeitas.
    A mãe, então, admitiu a mentira para os policiais, mas afirmou ter problemas financeiros. "A resposta dela para mim foi: 'Preciso de ajuda'", disse o detetive.
    Susan vai enfrentar acusações de roubo, fraude e falsificação, além de ter colocado em risco o bem-estar de uma criança e a usado para cometer crimes.



    Vacina do sapo é usada como remédio, 



    mas pode até matar


    A substância retirada de um anfíbio da Amazônia, usada pelos índios em rituais xamânicos e pelos caboclos como remédio, foi proibida pela Anvisa. 

    Remédio ou veneno? Uma substância extraída de um sapo da Amazônia vem sendo usada como um suposto remédio pra várias doenças. Só que na verdade pode até matar. A polícia investiga quem está por trás desse comércio proibido, como mostra agora o repórter Marcelo Canellas.

    Maravilha curativa? “O kamboa é um depurativo da limpeza do sangue, da pele, corta tipo de diabetes, colesterol, problema de doenças infecciosas. Ele vai curando tudo”, explica o ambulante José de Sousa.

    Ou um veneno mortal? “Ele tomou o negócio e, em um minuto ou dois, ele passou mal, foi para o banheiro, evacuou e enfartou no banheiro, lembra uma testemunha.

    Uma substância retirada de um anfíbio da Amazônia - usada pelos índios em rituais xamânicos e pelos caboclos como remédio - foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

    Conhecida como vacina do sapo, ela é objeto de uma investigação policial que envolve contrabando, biopirataria e até a morte de uma pessoa.
    Estivemos no oeste do estado do Amazonas, a caminho de Atalaia do Norte. No local não há quem ao menos não tenha visto os poderosos efeitos da vacina do sapo.

    “Já vi, mas não tive coragem, porque a pessoa passa mais de vinte minutos fazendo efeito, o negócio lá”, diz o taxista Raimundo Falcão. Ele conta que já levou muita gente ao local.
    O táxi nos leva a um aldeamento dos índios marubos. Eles acabam de chegar da mata. Eis o famoso kambô, kampô ou kamboa, como é chamado dependendo da região da Amazônia, cujo nome científico é philomedusa bicolor.
    “Ele tem hábito noturno, então de dia parece que fica meio molinho. Os índios amarram as patas do bichinho e o esticam entre duas estacas.

    O pajé raspa levemente o corpo do animal para extrair o veneno. Ao fim da retirada, os índios devolvem o bicho à mata. A substância pastosa é colocada numa palheta de madeira. Os marubos tomam a vacina desde cedo.
     
    O pajé usa um pedaço de cipó incandescente para queimar a pele do garoto. Depois, aplica a secreção diretamente na queimadura. O veneno entra na corrente sanguínea e começa a agir. Sabendo que vai passar mal em poucos segundos, o garoto corre para a beira do rio. A irmã dele, Neidilene Marubo, tenta ajudá-lo. “Ele está se sentindo tonto. Sente a cabeça rodando e dá vontade de vomitar”, conta.
    Em seguida, é ela quem toma a vacina. “Tenho medo, mas tem que tomar para tirar a preguiça e poder trabalhar”, diz Neidilene.
    Eles acreditam em poderes mágicos. Tomando a vacina, os homens se tornam caçadores hábeis. As mulheres ganham destreza para o artesanato.
    E todos sentem o mesmo desconforto. São poucos minutos e o efeito é quase imediato. Apesar desse sofrimento todo, os índios vivem assediados por gente que vem de longe em busca da secreção. Horácio Marubo de Oliveira revela: “Já veio gente de vários lugares, estrangeiros”.
    “Nos preocupa muito na Funai a venda desse conhecimento agregado também, o conhecimento xamânico do povo marubo, como vocês estão aqui entrevistando eles”, afirma o coordenador regional do Vale do Javari Bruno Pereira.
    A Funai já recebeu dezenas de denúncias: estrangeiros estariam comprando o veneno do kampô em várias partes da Amazônia.
    Fantástico: O estado brasileiro teria como fiscalizar isso e impedir a retirada dessa substância?
    Bruno: É como procurar uma agulha num palheiro. Qualquer turista com acesso a essa região pode chegar aqui facilmente e conseguir um mateiro, independente de ser índio ou não, e ter acesso ao sapo.

    No Acre, o assédio é sobre os kashinawás. Quem os procura? “Eles são brancos, altos e outra língua, a pessoa não entende a língua deles. Vêm à procura da palheta com o veneno. E vêm outras pessoas pra traduzir a língua deles”, conta o agente de saúde Nonato Kashinawá.
    Só na aldeia dele, já saíram muitas palhetas. “Venderam mais de cem palhetas já”.

    Tudo por causa da fama nunca comprovada de remédio potente capaz de curar da dor de cabeça ao diabetes.
    É justamente esse mistério que envolve as supostas propriedades medicinais da vacina do sapo que atrai pessoas de outras regiões do Brasil e até do exterior. A Polícia Federalmonitora o movimento de estrangeiros que estariam assediando índios e caboclos em busca da secreção extraída do animal.

    Com a ajuda da Embrapa, que desenvolveu um método para identificar a secreção, os peritos conseguiram analisar o material apreendido. “Todas, até o momento, que chegaram com a suspeita, ela foi confirmada. Era a vacina, a secreção da philomedusa bicolor”, afirma o perito da PF César Silvino Gomes.
    A investigação corre sob sigilo, mas a polícia já ouviu as primeiras testemunhas. “Algumas pessoas, inclusive estrangeiros, que estariam extraindo produtos oriundos do sapo. Há notícias de que essas pessoas estariam, inclusive, enviando ao exterior esse material”, conta a delegada Anne Vidal Moraes.
    Qual a razão dessa procura? Quais seriam os efeitos medicinais de uma substância tão agressiva?

    O biólogo do Instituto Butantan de São Paulo Carlos Jared esclarece: “Vacina do sapo! Eu sempre falo: não tem outro nome de falar, mas é totalmente errado. Porque não é vacina. E também não é sapo”.

    O professor explica que o kampô é, na verdade, uma perereca. E que a secreção que ela libera é um veneno com centenas de componentes.
    “Você tem um monte de contraindicações que seriam as substâncias do caldeirão da bruxa, que é a glândula de veneno da perereca. Tem substância que causa vômito, que causa diarréia, e outras tantas substâncias, que é exatamente o problema, que não se conhece. Esse caldeirão da bruxa é muito pouco conhecido”.
    Cruzeiro do sul, Acre. Campus da Universidade Federal. Um pesquisador estuda o kampô há sete anos. O biólogo Paulo Sérgio Bernarde é fascinado pela philomedusa bicolor.
    “Tem umas ventosas, almofadas digitais. Praticamente ele escala”, explica.

    Para ele, a aplicação medicinal da vacina ainda é um mistério: “Nós não sabemos ainda, cientificamente, qual é o benefício da aplicação do veneno bruto em uma pessoa”.

    O professor já tomou dez doses da vacina. “A primeira vez foi curiosidade científica. Eu tinha que experimentar”, explica Paulo Sérgio.
    Ele está indo tomar sua décima primeira. E, desta vez, vai monitorar seus batimentos cardíacos.

    “O batimento cardíaco está 76. Esse vai ser o melhor indicativo para gente ver a alteração durante o processo. Ele vai queimar a minha pele no ombro. Ele coloca bem no local dos pontos das queimaduras. Agora a reação vai ser praticamente imediata. A gente já percebe que tem alguma coisa estranha no corpo. Você sente um calor agora percorrendo o corpo, O batimento cardíaco foi para 117. Agora começou a outra parte também desagradável da aplicação, que é uma dor no estômago. Eu devo estar vermelho, o olho deve estar ficando vermelho, inchado. A dor  na região do estômago  está aumentando. Como se o corpo inteiro formigasse”, descreve o professor.
    Só vinte minutos depois os batimentos cardíacos começam a cair. “Está 100, está voltando ao normal”.
    Não deixa de ser muito estranho que as pessoas procurem tanto isso para passar tão mal. O professor completa: “Eu até brinco: nos primeiros cinco minutos você pensa que vai morrer, com dez minutos, você tem certeza!”

    Em Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, a morte veio de verdade. “Chamaram o resgate e ele morreu lá mesmo. Quando o resgate chegou ele já estava morto”, lembra uma testemunha.

    O irmão deste homem morreu em 2008, minutos depois de receber a vacina. Quem aplicou foi um comerciante que trouxe uma palheta do Acre. “Diz que sarava colesterol, diabetes, até câncer. Na hora que ele teve a aplicação e começou a acelerar o batimento cardíaco dele”, conta.

    O comerciante foi embora da cidade. Denunciado por curandeirismo, e com direito de permanecer em liberdade, ele ainda está sendo processado. Embora a necropsia não tenha detectado nenhuma substância estranha no corpo da vítima, a polícia acredita que foi a vacina que a matou.

    “Não pelo veneno, mas sim pelos efeitos. Se ele tivesse uma pré-doença, uma pré-doença cardíaca, e ele tem o aumento significativo da pressão e do batimento cardíaco, isso pode levar a um infarto, que foi a causa indicada como morte”, explica o delegado Vicente Lagioto.
    “O kambô é milenar e ocorreu uma morte. E a gente não reclama das mortes que acontecem todos os dias nos hospitais. Acho que a proporção é injusta falar que o kambô gerou uma morte”, diz um psicoterapeuta. Quem defende a aplicação da vacina do sapo como método da chamada medicina da floresta é o terapeuta Amir El Aouar.
    “Eu não sou médico. Eu sou psicoterapeuta de formação na linha transpessoal, da psicologia transpessoal, que é uma coisa pouco conhecida no Brasil, mas largamente difundida no mundo afora”, explica Almir.

    Ele nos recebe numa casa ampla, na Vila Madalena, Zona Oeste de São Paulo. “Eu não só recomendo como faço uso e sinto os benefícios. Justamente por sentir esses benefícios é que eu recomendo”.

    Amir diz que elimina os riscos ao monitorar pessoalmente os pacientes: “A capacidade no âmbito psicoterapêutico e uma avaliação através de perguntas se a pessoa está usando determinado tipo de medicamentos, a gente já não corre o risco”.

    E nos apresenta dois aplicadores de kampô, que vieram do Acre: Francisco e Francisca. Todos sabem que a Anvisa proibiu a venda da vacina do sapo, no que dizem estar de acordo.
    “Ocorreu de venderem uma palheta de kambô a R$ 18 mil aqui. Já aconteceu isso, e a gente não admite esse tipo de coisa”, diz Almir.

    E, para não infringir as regras da Anvisa, propõe demonstrar a aplicação em uma pessoa conhecida. A atriz Anna Fecker é nora de Francisco e Francisca. Ela já tomou a vacina várias vezes.
    “O kambô vai buscar no seu organismo o que está errado e aí ele vai consertando, entendeu?”. Sob a supervisão de Amir, Anna toma uma dose.

    “As pessoas confundem o passar mal com essa reação, que a é uma reação natural do tratamento”, esclarece o terapeuta.

    Depois, o próprio Amir recebe a sua. “Sagrada medicina cura. Minha mão já começa a formigar. Sagrada medicina cura, desvela o ser e cura”, canta. Com o complemento do rapé e de um colírio feito com uma raíz da Amazônia.

    Em Brasília, a Anvisa informa que, não apenas o comércio, mas o uso terapêutico de uma substância sem registro oficial é proibido.

    “O que a legislação sanitária prega é que qualquer insumo que você não tenha conhecimento da procedência dele, que não tenha nenhuma garantia da eficácia terapêutica, a recomendação é de que não seja utilizado”, explica José Agenor Alvares da Silva, da Anvisa.

    Perguntado se não tem receio de, ao recomendar a pacientes em São Paulo, ele possa estar cometendo alguma ilegalidade em função dessas proibições, Almir esclarece: “Na verdade, eu, particularmente, não recomendo que seja feito a aplicação aqui em são Paulo. Eu recomendo que ela seja feita no Acre”.
    Para a polícia de São Paulo, qualquer terapia que use a vacina do sapo está fora da lei.
    “Às vezes, para a população se vende assim: esse produto é natural, então eu posso tomar, isso não vai fazer mal para mim. E não é assim. Na natureza, essa substância tem uma função de veneno”, alerta o delegado Vicente Lagioto.


    Grávida de 8 meses morre em MT por 



    falta de atendimento, diz família


    Família de Patrícia Alves reclamou de atendimento no PS de Várzea Grande.
    Em outro hospital, jovem foi operada para retirar bebê, mas não resistiu.


    Patrícia sentiu dores e morreu em cirurgia de emergência para retirar bebê morto (Foto: Arquivo Pessoal)


    Uma mulher grávida de oito meses morreu após ter procurado atendimento médico no Pronto-Socorro de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá. Familiares de Patrícia Alves da Costa denunciaram que houve negligência da unidade hospitalar durante o atendimento prestado a jovem, que tinha apenas 20 anos. Os corpos de Patrícia e do bebê que ela esperava foram enterrados neste domingo (28).
    A jovem estava grávida de uma menina. De acordo com familiares, neste último sábado (27), Patrícia acordou com muitas dores. Ela disse à família que pela intensidade da dor, poderia estar em ‘trabalho de parto’. Foi neste momento que ela buscou atendimento no Pronto-Socorro de Várzea Grande.
     “Eu achava que no Pronto-Socorro deveria ter sido feito um [exame de] ultrassom para ver porque ela estava perdendo muito líquido. Mas a mandaram ir embora porque no próximo mês ela iria ter a criança”, informou a tia da jovem, Elenir Rosa de Almeida.
    Depois de ter sido orientada a retornar para casa, Patrícia continuou sentindo dores. Ela buscou atendimento em outra unidade hospitalar, desta vez, em Cuiabá. No hospital Santa Helena, a jovem recebeu a notícia de que o bebê estava morto e que ela precisaria passar por uma cirurgia de emergência para retirar a criança. Após saber do estado em que se encontrava o bebê, o quadro clínico da jovem se agravou. Ela perdeu muito sangue por conta de uma hemorragia, não resistiu e morreu na mesa de cirurgia.
    Outro lado
    O coordenador do Pronto-Socorro de Várzea Grande, Renato Tetilla, informou que vai abrir uma sindicância para apurar a forma como Patrícia foi atendida na unidade pública. Ele informou que se for constatada omissão do médico que atendeu a jovem, o profissional será denunciado no Conselho Regional de Medicina (CRM).

    Patrícia deixou um filho de três anos que deverá ficar sob os cuidados da avó materna. “Era minha primeira filha. Tinha um futuro com ela. Agora vou ver o que eu vou fazer”, disse o namorado de Patrícia, Welington Paixão.
    Já o diretor do hospital Santa Helena, Marcelo Sandrin, informou que Patrícia sofreu um descolamento prematuro de placenta, conhecido na literatura médica pela sigla DPP, seguido de hemorragia. O diretor disse ainda que durante o procedimento para a retirada da criança, Patrícia teve uma parada cardíaca e, por isso, não resistiu ao procedimento.
    “A minha filha estava tão sadia. Estava tão alegre por causa da filha dela que viria. Eu quero Justiça”, declarou a mãe da jovem, Evanil Alves da Rosa.


    Polícia Militar ocupa a comunidade 



    Cerro-Corá, na Zona Sul do Rio

    Operação começou às 5h e em 30 minutos a favela já estava ocupada.
    Polícia revista moradores e faz varredura na comunidade.


    Cerca de 400 homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Choque e do Batalhão de Ação com Cães estão na comunidade. (Foto: Mariucha Machado / TV Globo)Cerca de 400 homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Choque e do Batalhão de Ação com Cães estão na comunidade. (Foto: Mariucha Machado / TV Globo)
    A comunidade Cerro-Corá, no Cosme Velho, na Zona Sul do Rio, foi ocupada as 5h30 desta segunda-feira (29) por homens da Polícia Militar. A PM entrou na comunidade às 5h e depois de meia hora realizava varredura e revistava moradores. Cerca de 400 homens do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), do Batalhão de Choque e do Batalhão de Ação com Cães estão na comunidade.
    Segundo o coronel Frederico Caldas, relações públicas da PM, a ação representa o fechamento do cerco na Zona Sul da cidade, que é um importante ponto turístico do Rio.

    “A vinda do papa e o aumento o fluxo turístico explica a nossa entrada. O que acabou contribuindo para a ocupação foram os delitos ainda que estavam ocorrendo na região. O serviço de inteligência mostrava que os marginais estavam se refugiando aqui. Agora, eles perderam do território”, afirmou o coronel, destacando que trinta minutos foram suficientes Ainda de acordo com o coronel, em um mês deve acontecer a implantação da UPP na comunidade, que deve contar com a atuação de 190 policiais. Até as 6h não havia registro de prisões e apreensões. Duas comunidades vizinhas, Guararapes e Vila Cândida, também foram ocupadas. As três favelas ficam no morro entre as duas galerias do Túnel Rebouças.
    Segundo o major Busnello, do Bope, que comandou a ocupação nas comunidades, o terreno está completamente dominado. "A comunidade agora passa para a segunda fase, que é a instalação da nossa base", afirmou o major, ressaltando que é fundamental que a população colabore e envie informações para o disque-denúncia ou para as redes sociais do Bope (twitter e facebook).
    Polícia entrou na comunidade Cerro-Corá por volta das 5h desta segunda-feira (Foto: Renata Soares / G1)Polícia entrou na comunidade Cerro-Corá por volta das 5h desta segunda-feira (Foto: Renata Soares / G1)
    A ação é uma mudança nos planos da Secretaria de Segurança Pública, que após a ocupação da Barreira do Vasco e do Caju, em março, anunciou que o Conjunto de Favelas da Maré seria o próximo local a receber uma unidade pacificadora. O Bope permanecerá na comunidade até a instalação da UPP.
    Polícia Militar ocupa a comunidade Cerro-Corá, na Zona Sul do Rio. (Foto: Mariucha Machado / TV Globo)Polícia Militar ocupa a comunidade Cerro-Corá.
    (Foto: Mariucha Machado / TV Globo)
    A favela fica próxima ao acessos ao Cristo Redentor, em rota que terá aumento de visitantes e deve ter a passagem do Papa na Jornada Mundial da Juventude, em julho. No início de abril, uma van com um grupo deturistas alemães foi assaltada na Estrada da Paineiras e o fato teve repercussão mundial.
    Até as 7h, não havia registro de troca de tiros no local e moradores circulavam tranquilamente pela comunidade. "Aqui é muito tranquilo, é um recanto de turistas. Aqui, à noite, as pessoas se reúnem para um pagodinho. Eu nasci e fui criada na comunidade. Moro aqui há 54 anos", contou a professora Marisa Jorge.
    Mais de 30 UPPs
    Inspiradas em experiência de Medelín, na Colômbia, o programa do governo do estado que deu origem às UPPs começou dezembro de 2008, com a instalação da primeira unidade, no Santa Marta, em Botafogo, Zona Sul. Desde então, 32 UPPs já foram implantadas, com mais de 8 mil policiais, e a previsão é de que, até 2014, sejam mais de 40 unidades, e equipe de 12,5 mil.
    A última ocupação foi em 3 de março, nas comunidades do Caju e Barreira do Vasco, que tiveram a UPP instalada em 12 de abril, como parte de uma estratégia para entrar no Conjunto de Favelas da Maré, uma das regiões de maior atuação do tráfico.
    As UPPs em operação abrangem 222 comunidades e beneficiam mais de 1 milhão de pessoas das áreas pacificadas. Até 2014, serão beneficiadas outras comunidades, abrangendo mais 860 mil moradores das Zonas Norte e Oeste do Rio, Baixada Fluminense e outras cidades com grande concentração urbana. Além disso, a Polícia Militar criou um banco de talentos para identificar policiais com formação em outras áreas de conhecimento, que possam agregar mais qualidade ao serviço prestado às comunidades
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    Cachoeira terá de ir pessoalmente 



    retirar CNH apreendida em blitz


    Ele foi detido em operação da Lei Seca ao voltar de show de Gusttavo Lima.
    Bicheiro pagou fiança de R$ 22 mil e foi liberado, em Anápolis, GO.


    O contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, tem a partir das 9h30 desta segunda-feira (29) para buscar, pessoalmente, sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH), na Delegacia da Polícia Rodoviária Federal deAnápolis, a 55 km de Goiânia. O documento ficou apreendido após uma blitz da Leia Seca, na BR-060, na madrugada de domingo, quando o bicheiro – que estava na companhia da mulher, Andressa Mendonça, e de um casal de amigos - acabou detido após se recusar a fazer o teste do bafômetro.
    Cachoeira foi encaminhado para o 6º Distrito Policial de Anápolis, onde passou por exames que apontaram a embriaguez. Ele foi liberado no início da manhã de domingo após pagar fiança de R$ 22 mil, equivalente a ¼ do valor do carro que ele dirigia, um Kia Cadenza. No entanto, a CNH ficou apreendida e, segundo a PRF, só poderá ser retirada pelo próprio Cachoeira, depois que ele comprovar por teste de bafômetro que não está alcoolizado. "Se ele não retirar o documento em até cinco dias, a Carteira de Habilitação será encaminhada ao Detran de origem", informou ao G1 o inspetor Newton Moraes, assessor de comunicação da PRF.

    De acordo com ele, o bicheiro disse que só se manifestaria em juízo: “Ele exerceu o direito dele constitucionalmente garantido de responder em juízo”. O veículo dirigido por Cachoeira foi retirado do pátio da PRF por um funcionário dele, ainda na madrugada de domingo.
    Embriaguez

    Apesar de ter se recusado a fazer o teste do bafômetro ao ser parado na blitz, Cachoeira apresentava sinais de embriaguez, segundo  policiais rodoviários federais. Exames comprovaram o fato, segundo a polícia. “Ele foi submetido por um médico credenciado da PRF ao exame clínico que formalizou indícios de embriaguez. Com essa prova testemunhal dos policiais e com o laudo clínico do médico, foi lavrado o auto de prisão em flagrante por embriaguez”, explicou o delegado Manoel Vanderic, do 6º Distrito Policial de Anápolis.
    Procurado pelo G1, o advogado de Cachoeira, Nabor Bulhões, afirmou que só tinha conhecimento do ocorrido através da imprensa e que deixou um recado no telefone deCarlinhos Cachoeira para que ele entrasse em contato com o advogado. “É uma questão de trânsito aparentemente resolvida. Provavelmente, caso necessário, ele deve entrar em contato comigo”, argumentou.
    Carlos Cachoeira tem carteira de habilitação apreendida após blitz, em GO (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)CNH de Carlinhos Cachoeira foi apreendida em
    blitz (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)
    Blitz da PRF
    Cachoeira não foi único a ser flagrado na operação montada pela Polícia Rodoviária Federal na BR-060, que resultou em um total de 100 infrações, sendo 39 por dirigir embriagado. Além da CNH do bicheiro, outros 35 documentos retidos na blitz estão na delegacia da PRF de Anápolis à espera de seus donos.
    Três dos condutores autuados não tinha habilitação. Segundo a PRF, este ano, já foram aplicadas 601 multas por embriaguez no estado e 203 pessoas acabaram presas. As autuações nas rodovias federais goianas já resultaram em 20 prisões de janeiro até agora.
    Operação Monte Carlo
    Cachoeira foi condenado a 39 anos e 8 meses de prisão pelo juiz federal no processo oriundo da Operação Monte Carlo, pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha.
    O nome de Cachoeira aparece envolvido em duas operações da Polícia Federal: a Monte Carlo e a Saint Michel. A Saint Michel é um desdobramento da Operação Monte Carlo, que apurou o envolvimento de agentes públicos e empresários em uma quadrilha que explorava o jogo ilegal e tráfico de influência em Goiás.
    O bicheiro obteve liberdade em 11 de dezembro do ano passado, dias depois de ser preso em razão de sua condenação. Antes, ele havia ficado preso no presídio da Papuda, em Brasília, por nove meses

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    Último suspeito de participar da morte de dentista no ABC é preso


    Homem foi localizado na região metropolitana de São Paulo.
    Polícia chegou ao local em que ele estava após denúncia anônima.


    Retrato falado de Thiago de Jesus Pereira. (Foto: Divulgação / Polícia Civil)

    O último suspeito de participar da morte da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, em São Bernardo do Campo, no ABC, foi preso na madrugada desta segunda-feira (29). Thiago de Jesus Pereira, de 25 anos, foi localizado na casa de parentes, em Itapevi, na Grande São Paulo, por volta de 2h40.
    A polícia chegou à residência após denúncia anônima. Segundo o delegado Valdomiro Bueno Filho, do 2º Distrito Policial de São Bernardo, o suspeito confirmou que fazia parte da quadrilha, mas negou ter participado da ação que terminou com a morte da dentista.
    A polícia, porém, não tem dúvidas de que ele participou do assalto que terminou com a morte a dentista, de 47 anos, na quinta-feira (25). Pereira, que portava uma arma, entrou no consultório de Cinthya pedindo atendimento urgência. Ela foi queimada viva dentro do consultório, no Jardim Hollywood. De acordo com a polícia, os criminosos resolveram matá-la porque ela tinha apenas R$ 30 na conta bancária.

    Na madrugada deste sábado (27), foram detidos em uma favela de Diadema, cidade vizinha a São Bernardo, três suspeitos de matar a dentista.
    Segundo a polícia, Pereira estava dormindo no momento da abordagem. Embora não tenha resistido à prisão, ele se identificou como Rafael para despistar os policiais. A semelhança do suspeito com o retrato falado feito por outras vítimas, porém, não deixava dúvidas. Ele foi levado para o 2º Distrito Policial de São Bernardo, que investiga o crime.
    Victor Miguel de Souza, de 24 anos, estava dormindo quando os policiais o encontraram. Outros dois envolvidos estavam em um quarto, na mesma favela. Um deles é adolescente, de 17 anos. O terceiro preso, que pintou o cabelo quando soube que estava sendo procurado, é Jonatas Cassiano Araújo, de 21 anos, que foi a uma loja de conveniência sacar os R$ 30 da conta da dentista. O adolescente foi levado para a Fundação Casa e os outros dois já foram para um Centro de Detenção Provisória. 
    A quadrilha já havia levado o terror a outros consultórios. O Fantástico mostrou como o grupo atuava. Segundo as investigações, a quadrilha fez pelos menos seis assaltos em consultórios odontológicos. “Eles praticavam o terror para a vítima dizer quanto tinha na conta. Deixavam todas desesperadas”, afirma o delegado Marcos Gomes de Moura.
    A polícia considera a morte da dentista esclarecida, mas investiga a participação do grupo em outros seis crimes cometidos na capital e na Grande São Paulo. Segundo o delegado Valdomiro Bueno Filho, quadrilha já tinha colocado fogo no cabelo de outras duas dentistas durante assaltos.

    27 de abril de 2013

    curiosidades


    Como nasce um pintinho?


    Como-nasce-um-pintinho

    Muitas vezes ouvíamos como um pintinho incuba de um ovo, mas quantos viram de fato o processo inteiro? Bem, aqui está uma série de imagens que lhe mostra o processo de metamorfose real, a título de curiosidade.
    AVISO: Se você pretende comer ovo hoje, ou tem estômago fraco, não veja essas imagens!